14 mai

Vasco estreia hoje no Campeonato Brasileiro Série B contra Sampaio Correa

Nesta estreia do Brasileirão não estamos onde gostaríamos de estar, mas vamos encarar mais um desafio na Série B assim como fizemos nos dois rebaixamentos passados. Desta vez, desejamos a união que vimos na conquista do Campeonato Carioca 2016, desejamos a garra que rolou nas últimas partidas do Brasileirão do ano passado e o apoio da nossa imensa torcida bem feliz, assim como acontece desde a fundação do Club de Regatas Vasco da Gama.

O adversário de hoje será o Sampaio Corrêa, no Estádio Castelão, em São Luís. O primeiro confronto do Vasco na segundona acontecerá às 16h horário de Brasilia. Apesar de encarar o terceiro rebaixamento em oito anos, nós, vascaínos, temos razões para acreditar que a atual campanha será embalada pelo título carioca e pela união do elenco.

Vasco no Maranhão - foto Carlos Gregorio

Vasco no Maranhão – foto Carlos Gregorio

Em entrevista coletiva concedida ontem (13), o treinador da equipe cruzmaltina, Jorginho, enauteceu as qualidades do Sampaio Corrêa e ressaltou a obrigação de fazer um bom trabalho na casa do adversário. “Será um jogo muito difícil. O Sampaio Corrêa demonstrou que tem capacidade e vem fazendo bons campeonatos. Por pouco, não subiu no ano passado.  É um time muito bem montado, com posse de bola boa. Temos a obrigação por termos o maior número de torcida no país dentre os participantes, mas sabemos que não será fácil”, disse.

Ao que tudo indica, o time titular escalado por Jorginho e sua comissão técnica terá Martín Silva; Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Sem saber o que é perder há 26 jogos, é com essa boa maré que esperamos retornar ao nosso lugar, de onde nunca deveríamos ter saído, a Elite do futebol nacional.

09 mai

Vai ter mulher no estádio SIM

Como todos sabem, neste domingo (08), ocorreu no Maracanã o segundo jogo pela final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, onde o cruzmaltino se sagrou bicampeão invicto com gol de Rafael Vaz. Mas hoje eu não vou falar sobre o título. O assunto que vai ser debatido aqui, ao contrário do que muitos pensam, infelizmente, ainda existe.

M.S, que pediu para não ser identificada, é vascaína e está sempre acompanhando o clube, inclusive nos jogos. Ela foi ao primeiro jogo da final e também foi ao segundo. Apoiou e cantou como qualquer outro torcedor. Porém, no segundo jogo, um episódio um tanto quanto lamentável nos dias de hoje, aconteceu com ela. M.S estava na arquibancada assistindo ao jogo com os amigos e outros milhares de vascaínos. Estava em pé na cadeira, assim como tantos outros, o que não é certo, mas foi a partir daí que o episódio começou.

Segundo relato de M.S, um torcedor que estava atrás dela, sentado e de braços cruzados, pediu grosseiramente ao amigo dela para que falasse com a mesma para descer da cadeira. Ela então se incomodou pelo fato de não falarem diretamente com ela, como se ela não tivesse capacidade para responder e perguntou ao torcedor, se essa pessoa a que ele se referia era ela. Uma discussão começou e um outro torcedor que não tinha absolutamente nada a ver com a situação, que estava três fileiras acima dela, começou a xingá-la e tentou agredi-la com um tapa na cara, que acabou pegando no ombro.

A torcedora procurou a polícia e a situação foi levada para o JECrim. Foi feito o registro de ocorrência, houve audiência e o agressor, que estava no jogo com a esposa e os filhos, terá que doar cestas básicas para o INCA. Agora chegando ao ponto principal do assunto, podemos nos perguntar: como ainda existe gente com um pensamento tão pequeno quando o assunto é mulher e futebol? O Vascalindas foi criado justamente com o intuito de mostrar, que mulher pode e deve falar e acompanhar o seu time seja aonde for.

A situação de estar em pé na cadeira, apesar de ser errada, sumiu no meio desse preconceito. Era jogo de final, o estádio estava lotado, M.S estava no setor sul superior, onde a grande maioria assiste ao jogo em pé, a emoção fala mais alto e você só pensa em apoiar e cantar. Ela não foi a primeira e nem será a última a passar por esse tipo de situação. Se você, que está lendo já passou por alguma situação parecida, não se cale, mas também não perca a razão. Faça como M.S, vá atrás de uma autoridade, vá atrás do seu direito, lute para que esse preconceito acabe. Mulher pode e deve ir ao estádio!